O escracho na casa de Michel Temer

Michel Miguel Elias Temer Lulia, o vice-presidente mais conhecido somente como Michel Temer, ganhou hoje uma nova alcunha: Temer Silvério dos Reis. A provocação de manifestantes faz referência direta, neste 21 de abril, à morte de Tiradentes, em 1792, em consequência da traição de Joaquim Silvério dos Reis. Não é à toa que cerca de 100 jovens do Levante Popular da Juventude escolheram esta data para protestar contra o peemedebista considerado por eles, assim como o algoz de Tiradentes, um traidor.

“Bom dia, Michel Temer. Como vai? Bom dia Michel Temer, lhe trouxemos um presente: a Constituição”, gritaram os jovens em frente a residência de Temer em São Paulo, no bairro nobre do Alto de Pinheiros. Cercada por seguranças – um deles mostrou estar armado – a casa foi alvo, nas primeiras horas do dia, de um “escracho”, que contou com músicas, bateria, bandeiras e performances simbolizando o que consideram que o vice-presidente esteja fazendo na prática: rasgando a Constituição brasileira.

 

“A atual presidente não cometeu crime algum, por isso estamos aqui denunciando o golpe. Tentando tomar de assalto a presidência, Temer é um dos principais articuladores do golpe brasileiro. Queremos que a Dilma termine o seu mandato que foi eleito de forma democrática”, disse Thiago Pacheco, militante do Levante.

 

Segurança de Temer armado (Foto: NINJA)


De acordo com a estudante Larissa Sampaio, a casa de Temer foi a escolhida para ser alvo do escracho pois lá seria o “QG do golpe”, já que na residência o vice-presidente, em um gesto que demonstra já contar com um impeachment da presidenta Dilma Rousseff, recebeu ao longo desta semana políticos e lideranças em uma “evidente articulação do golpismo”.

“Precisamos mostrar para a juventude quem são os golpistas e onde eles estão”, explicou a jovem.

A movimentação em frente a casa do vice-presidente chamou a atenção de vizinhos e transeuntes. Enquanto alguns indignavam-se e se recusavam a falar o motivo da reprovação do ato, outros manifestavam apoio, como foi o caso do comerciante Paulo Andrade, de 65 anos, morador da região há mais de 20. “Que bom que o pessoal sabia que ele mora aqui. Agora não pode sossegar. Ele é o golpista. A Dilma não deveria sair”, afirmou.

 

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