Ensaio sobre o cinismo

Detalhes de uma peça de comédia e cinismo:

 

1º) No Roda Viva, Moro falou que trabalhou com Rosa Weber. Foi dois dias antes do plenário julgar o habeas corpus de Lula. “Pude observar a seriedade da ministra, a qualidade técnica”, afirmou, embevecido.

 

2º) Logo após o resultado no STF, a mulher de Moro, Rosângela, elogiou o voto maluco beleza da ministra na internet (“Mil rosas para Rosa…”).

 

3º) Nesta terça, dia 10, em Porto Alegre, Moro novamente louva Rosa Weber: “Isso é segurança jurídica”, declarou.

 

4º) Recordando que, quinze dias antes de negar o HC de Lula, Rosa o concedeu a outra pessoa em situação análoga, alegando a necessidade de se julgar primeiro o caso abstrato.

 

No Uol, as entranhas da coisa em close:

 

O juiz federal Sergio Moro afirmou, na manhã desta terça-feira (10), que a ministra do STF (Superior Tribunal Federal) fez um voto “muito eloquente” na última quarta-feira, quando o Supremo analisou pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O voto de Weber foi determinante para a recusa do pedido e consequente pedido de prisão do petista. A declaração foi dada durante painel do Fórum da Liberdade, nesta terça-feira (10), em Porto Alegre.

 

“O voto mais interessante foi da ministra Rosa Weber. É uma magistrada qualificada, excepcional. Ela não fala com a imprensa e no fundo está certa. Todos os outros estão errados, inclusive eu. A presunção de inocência foi tocada de leve, mas ela falou em princípios importantes. Se consolidou a jurisprudência e não pode mudar ao sabor do acaso. A ministra fez um voto muito eloquente. É uma mensagem: “não pode variar os critérios de acordo com o acusado”. Isso é segurança jurídica. Isso é estado de direito”, disse Moro.

 

Fecha o pano.

 

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