Previdência e os votos comprados para ferrar os pobres

Neste mundo de faz de conta em que vivemos, o mercado vai poder dormir tranquilo, e os mais pobres vão se ferrar outra vez.

 

Mais dia, menos dia, a “Nova Previdência” será aprovada.

 

Quase metade da população apoia a reforma, segundo o Datafolha, mas a imensa maioria não sabe nem do que se trata.

 

Venderam o peixe como salvação da lavoura para o país não quebrar, torraram bilhões em propaganda mentirosa e compra de deputados e tem muito imbecil achando que a vida agora vai melhorar.

 

Quem vai pagar essa conta somos todos nós, agora e no futuro, mas o país continua bestificado assistindo ao balcão de negócios instalado no Congresso.

 

Ficarão felizes todos os comentaristas da TV, que este ano não falaram de outra coisa, em todos os telejornais: a reforma tem que ser aprovada ou será o caos.

 

Como se já não vivêssemos há anos no caos instalado com o golpe de 2016, que está rifando o país e acabando com todos os direitos trabalhistas, enterrando os programas sociais e destruindo o meio ambiente como um exército de ocupação.

 

Com o governo da “nova política” abrindo as pernas para garantir os 308 votos, saíram lucrando as bancadas evangélicas e dos ruralistas, dispensadas de pagar impostos, entre outras benesses.

 

No monstrengo do projeto parido pelo governo e cevado pelos parlamentares, todos os privilégios foram mantidos para as corporações fardadas e togadas e 80% do trilhão economizado vai sair do andar de baixo, dos que já ganham micharia.

 

Falo como aposentado, mas penso nos que virão depois de nós.

 

O que recebo hoje do INSS, depois de 55 anos de trabalho como jornalista, não dá nem para pagar o plano de saúde.

 

É com 55 anos de idade que irão se aposentar os policiais, com salário integral, dez anos a menos do que os simples mortais, aposentados em sua maioria com menos de dois salários mínimos.

 

A mesma turma que prega a “lei igual para todos” agora vende a mentira de que também a “aposentadoria será igual para todos”.

 

Não será. Ao contrário, vai aumentar o abismo entre as aposentadorias do serviço público e dos militares, protegidos pelo “direito adquirido”, e as dos trabalhadores do INSS, tratados como cidadãos de segunda classe.

 

Essa reforma da Previdência, defendida pelo mercado, os empresários e a grande mídia, é o golpe mais perverso já praticado contra os trabalhadores brasileiros.

 

Prometeram que no dia seguinte à aprovação, os donos do dinheiro vão voltar a investir bilhões e gerar milhões de empregos, mas o que estamos vendo é um crescente processo de exclusão, que só vai aumentar com as novas regras.

 

Em centenas de cidades do interior, a economia gira em torno da aposentadoria dos trabalhadores rurais, que serão garroteados em seus benefícios.

 

Quando a ficha cair, será tarde demais.

 

Não se poderia esperar outra coisa desse governo movido a vingança, que a cada dia decreta novas maldades para infernizar a vida de quem não é devoto da seita deste Jim Jones tupiniquim.

 

Basta ver as caras assustadoras do capitão e seus asseclas, os sorrisos melífluos, desfilando ódio pelo palácios e plenários, para impor a “nova ordem” a ferro e fogo.

 

Pobre Brasil, pobres de nós, náufragos desta tragédia anunciada.

 

Ninguém poderá alegar que foi enganado. Bolsonaro está apenas cumprindo o que prometeu na campanha.

 

Vida que segue.

 

 

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