De novo, Petrobras salva o governo em novo leilão do pré-sal

Como fica a cara dos sujeitos que tentaram culpar a Petrobras pelo fiasco do leilão das áreas de sessão onerosa, agora que a empresa arrematou – sem outros lances o campo de Aram, na Bacia de Santos, com capacidade para ser o terceiro ou quarto maior do pré-sal brasileiro (menor apenas que Búzios, Libra e – talvez – Lula)?

 

 

Como você vê no mapa acima, com 1.350 km², maior que o Estado do Rio de Janeiro, não é uma “campinho” , com depósitos de 40 bilhões de barris, o que deve exceder a 10 bilhões de barris recuperáveis, isto é, passíveis de extração em condições de viabilidade econômica.

 

Agora cedo, a empresa – com uma sociedade de 20% da chinesa CNODC – foi a única a apresentar proposta e, desta vez, ninguém pode alegar que os custos indenizatórios que petroleiras que abiscoitassem a área foram impedimento para que as gigantes do setor entrassem na disputa.

 

A causa é outra.

 

Além do mau momento na economia em geral – ninguém acredita na solidez do mercado internacional em geral – os negócios do petróleo esperam uma definição maior do que significa a abertura de capital da estatal saudita de petróleo, a Aramco, negócio com potencial de valer até 40 bilhões de dólares, isso se a oferta for limitada, como se especula, a 2% do valor da companhia.

 

Não tendo apresentado propostas nos campos mais caros, ontem, haveria, entretanto, folga para fazê-lo hoje.

 

Há outro fator, porém, que é fácil perceber e difícil de mensurar: a aniquilação da imagem do Brasil e a percepção de que temos um governo que, na visão deles, desandará para uma ditadura ou cairá para que nela não se mergulhe o país.

 

Preparem-se para uma nova campanha de desmoralização da Petrobras. Ela pode ter salvo o governo de um fiasco total, mas não deve e não pode, para as forças que o sustentam, ter o direito de fazer bons negócios para o Brasil.

 

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