Rosângela Moro não passaria no teste de honestidade de Sílvio Santos

Com as manifestações de ostentação, Rosângela Moro teria um problema se o marido trabalhasse na iniciativa privada, numa empresa, por exemplo, como o o Grupo Sílvio Santos.

 

Todo final de ano, o empresário e apresentador organiza uma festa para diretores do grupo. Ele não vai, mas dá uma missão a um cinegrafista do SBT.

 

Ele tem que registrar registrar tudo em vídeo, especialmente a chegada dos convidados. Sílvio Santos quer saber que carros usam e, principalmente, como as mulheres se vestem, com detalhe para bolsas e jóias.

 

É uma forma de Sílvio Santos saber se está sendo roubado. O termômetro eram os carros, bolsas e jóias das mulheres.

 

Quando era juiz, Moro usava um carro de modelo intermediário – um Polo da Volkswagen — ou ia trabalhar de bicicleta.

 

Seus ternos e relógios também não eram caros. Quem o conhece na intimidade sabe que consome vinhos caros e charutos cubanos.

 

Já Rosângela ostenta. Em três oportunidades, apareceu com bolsas caras.

 

Na festa do marido em Nova York, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, ela segurava uma da grife Bottega Veneta, que custa R$ 15 mil.

 

A mulher do ex-juiz foi fotografada com uma bolsa da Gucci em um encontro com socialites realizado num shopping de São Paulo. O modelo, GG Marmont de couro matelassê, custa, em média, R$ 6 mil.

 

Na visita que fez a Bolsonaro em um hospital de São Paulo, juntamente com o marido, Rosângela levou uma Louis Vuitton Cabas Alto Monograma, vendida a R$ 3 mil.

 

Como ministro, o marido de Rosângela tem salário aproximado de R$ 30 mil. Ela é advogada, mas nunca teve destaque.

 

Foi reprovada quando tentou entrar, por concurso, no Instituto Paranaense de Previdência.

 

E advogou em parceria com Marlus Arns, aquele que recebeu R$ 2,4 milhões de reais de Rodrigo Tacla Durán, depois que outro amigo e compadre de Rosângela, Carlos Zucolotto Júnior, exigiu, segundo Tacla Durán, 20 milhões de reais para conseguir benefícios no processo conduzido por Moro.

 

“Paguei para não ser preso”, declarou Tacla Durán ao jornalista Jamil Chade, do UOL. O dinheiro transferido era, segundo Tacla Durán, parte do dinheiro pedido por Zucolotto.

 

Depois da primeira remessa, Tacla Durán cessou o contato e, alguns meses depois, foi para a Espanha, onde tem cidadania, e lá permanece.

 

A Justiça negou extradição ao Brasil e a Interpol cancelou o alerta vermelho, ao aceitar o argumento de que Moro é um juiz parcial — no caso de Tacla Durán, o atacou em entrevista ao programa Roda Viva conduzido pelo notório Augusto Nunes.

 

Esta semana Rosângela postou no Instagram uma foto em que simula estar atrás das grades e deu um conselho:

 

“Sensação de estar presa é estarrecedora. Não façamos nada de errado. Basta seguir o conselho de nossos pais… tem que ser em segredo? Ninguém pode ouvir? Está errado! Não faça!”

 

Rosângela segura as “grades” com as duas mãos, e exibe jóias em cada uma delas.

Apresenta também jóias nos dois pulsos,  um colar dourado e uma bolsa preta no colo, cuja marca não se pode notar — mas o padrão dela, como visto, é alto.

 

Se o foto fosse para Sílvio Santos, a luz amarela já se acenderia. Como o patrão do marido dela é, em tese, o povo, quem vai suspeitar?

 

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O DCM já solicitou entrevista a Rosângela Moro e Carlos Zucolotto Júnior. O espaço continua aberto para as respostas deles.

 

 

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